5 atitudes para cortar custos sem perder desempenho | ACIRP


11/01/2019

5 atitudes para cortar custos sem perder desempenho

Muitas vezes, os esforços para diminuir gastos não geram resultados. Saiba como usar o dinheiro de forma inteligente para ganhar mais e gastar menos


Diante de incertezas políticas e econômicas, micro, pequenas, médias e grandes empresas estão empenhadas em enxugar custos.

Renegociação de contratos, otimização de processos e implantação de um modelo de gestão com métricas claras e realistas, proporcionando sustentabilidade e visibilidade dos resultados são algumas das estratégias apontadas por consultores.

Os caminhos escolhidos por alguns gestores nem sempre são os que garantem melhores resultados. Focar no óbvio já não é mais o suficiente para sobreviver à crise, de acordo com Vinicius Gomes, sócio da Orbe Consultoria. Buscar novos fornecedores aptos a atender as demandas exigidas pelo cliente, ganho de escala com as centralizações das compras e um processo de compras mais estruturado são algumas mudanças com maior impacto direto no resultado financeiro.


SAIA DO COMODISMO

Amigos, amigos... negócios à parte. O velho ditado nunca fez tanto sentido. Trabalhar com o mesmo fornecedor durante muito tempo pode ser sinônimo de comodismo. Para que a parceria funcione para ambos os lados é importante que as bases da negociação sejam sempre revistas e modificadas.

Se não houver uma forma de harmonizar o que o cliente pode pagar e o que o fornecedor quer oferecer, é hora de sair à procura de novas opções.

Correr atrás dos melhores preços é obrigatório para quem quer reduzir custos. Uma boa pesquisa de mercado mostrará que grandes redes têm maior poder de barganha. “O mercado está esmagando os pequenos”, diz.

Por isso, transformar a concorrência em parceria pode ser uma ótima solução para pequenas e médias empresas conseguirem juntas, contratos mais vantajosos, por meio de associações.


APOSTE EM AÇÕES EM CURTO PRAZO 

Pensar e agir somente para o longo prazo, hoje, significa a morte. A afirmação é de Diogo Feliciano, um dos sócios da Orbe Consultoria. A melhor estratégia é identificar as oportunidades e iniciar o trabalho pelas ações de maior facilidade de implantação em um horizonte de até três anos, para então, mantê-las a longo prazo, afirma.  

De acordo com Gomes, é importante construir uma estrutura de custos competitiva para o presente e ao mesmo tempo solidificar outros projetos com objetivos definidos com base em dados de mercados externos e não em referências internas.


BUSQUE RESULTADOS SEM DESESTIMULAR FUNCIONÁRIOS

A crise existe para todos e o clima de instabilidade compromete a produtividade coletiva. Diminuir ou atrasar salários, cortar benefícios e demitir funcionários devem ser a última alternativa.

Redução de custos quase nunca envolve estratégia, cronograma, e expectativa – um grande erro. Em vez de diminuir o valor de um vale refeição ou a categoria de um plano de saúde, por exemplo, tente renegociar o pacote em questão. “Ninguém quer perder cliente”.

Se demitir for a única opção, saiba como isso irá beneficiar a empresa. “Um corte direcionado, sabendo o real motivo da demissão é válido. Mas, acreditar que um número menor de funcionários irá resolver os problemas da empresa é utopia”.  


TENHA UMA VISÃO EXTERNA DE SUA EMPRESA

Se reinventar é uma das melhores estratégias para fugir dos efeitos da crise. Esse é o momento mais propício para rever os investimentos. Além do suporte necessário para todo o planejamento, metas e estratégias para alcançá-las, um olhar externo especializado tem neutralidade na hora de tomar decisões que privilegiam unicamente, o crescimento da empresa.

“Temos uma visão externa, mas oferecemos soluções para 'dentro de casa' de maneira sustentável – uma demanda que sempre vai existir, mas que, se intensifica em épocas de crise”, diz Vinicius. 


TRATE A ÁREA DE COMPRAS COMO A MAIS ESTRATÉGICA

Normalmente, a área de compras é tratada como embrionária, sem a técnica necessária para participar das decisões estratégicas. “Nos últimos anos, o perfil desse profissional mudou”, diz Feliciano. As características valorizadas na década de 1990 mudaram muito em relação às atuais. Hoje, o comprador tem de estar preparado para atender e entender o mercado.

Ter o talento ideal para essa área significa uma equipe enxuta, porém com salários mais altos, em função da alta capacitação para elevar a receita da empresa, aumentar a lucratividade e definir melhor a utilização do capital da empresa.

Profissionais capacitados poderão identificar onde estão as melhores oportunidades para aperfeiçoar as compras, e optar por soluções orientadas por tecnologia.

 

FONTE: Diário do Comércio