Feriados nacionais em 2020 farão varejo deixar de faturar R$ 11,8 bi | ACIRP


29/11/2019

Feriados nacionais em 2020 farão varejo deixar de faturar R$ 11,8 bi

Montante é 53% maior do que o estimado em 2019, já que no ano que vem os dias de folga aumentarão de 7 para 11, segundo a FecomercioSP, que desconsiderou os feriados estaduais e municipais


O varejo nacional deve perder R$ 11,8 bilhões em 2020 por causa de feriados e pontes, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Esse montante é 53% maior do que os R$ 7,6 bilhões estimados em 2019. O 'prejuízo' será maior pelo fato de ter mais feriados aos fins de semana e mais pontes de emendas. Neste ano, foram sete dias de feriados; em 2020, serão 11.
 
O setor classificado no estudo como “outras atividades” é o que deve contabilizar a maior perda, em torno de R$ 4,48 bilhões, alta de 47% em relação a 2019. É importante ressaltar que nesse grupo predomina o comércio de combustíveis, além de joias e relógios, artigos de papelaria, entre outros. Já as atividades de supermercados e farmácias devem perder R$ 3,2 bilhões e R$ 1,87 bilhão, respectivamente, aumentos de 58% e 59% na comparação a 2019.

Os demais segmentos que devem deixar de faturar com os feriados e pontes são: vestuário, tecidos e calçados (-46%), com R$ 1,1 bilhão; e móveis e decoração (-61%), com montante atingido de R$ 1 bilhão.

A FecomercioSP desconsiderou os feriados estaduais e municipais – que também prejudicam, em média, a atividade comercial. Na análise da entidade, esses R$ 11,8 bilhões podem parecer um enorme dano ao varejo, contudo, o valor representa 0,6% de tudo o que o setor fatura em um ano (ou aproximadamente dois dias de comércio completamente fechado).

Além disso, com a economia mostrando 
sinais de recuperação, a tendência é de haver mais vendas em 2020. Para a Federação, a discussão de perdas em razão dos feriados vai ficando para trás.

A FecomercioSP ressalta que o estudo não visa a analisar a transferência de renda para outros setores, sobretudo o turismo, uma vez que é favorecido nesses períodos.


FONTE: Diário do Comércio