Qualificar para progredir no mercado digital | ACIRP


21/01/2021

Qualificar para progredir no mercado digital

Gestores e colaboradores do varejo têm de estar conectados com instrumentos tecnológicos que permitem resultados eficazes nas vendas e também uma gestão inteligente


  Por Wilson Victorio Rodrigues
  
advogado e Diretor Geral da FAC-SP


No ano de 2020, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, publicou dados referentes aos novos postos de trabalho nos diferentes segmentos da economia brasileira. O setor que mais abriu vagas de emprego foi, de longe, o segmento do comércio e serviços, com um total de cerca de 530 mil novos empregos.

Ainda, segundo o IBGE (em sua Pesquisa Anual de Comércio – PAC), o setor do comércio teve um crescimento de 19,7% na década compreendida entre 2009-2018, representando um total de cerca de 11 milhões de empregos formais. Dentro do comércio, ainda de acordo com os dados do IBGE, a indústria varejista representou o maior ritmo de expansão na mesma década, com uma alta de 22,4% no total de trabalhadores.

Não se pode deixar de mencionar, em se tratando de emprego e renda, do forte impacto que o comércio eletrônico gerou na economia, crescendo 16% em 2019, além de gerar mais de 718 mil novos empregos no mesmo ano, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). 

Nesse sentido, cumpre observar que o faturamento do comércio eletrônico brasileiro no segundo trimestre de 2020 mais que dobrou em relação ao ano passado, tudo por conta do aumento do consumo digital após as medidas de isolamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus (a fonte é a empresa de inteligência de mercado Neotrust/Compre&Confie).

Os dados acima revelam que a participação do comércio, tanto no mercado de trabalho quanto na economia do país, é altamente significativa e crescente. Além disso, a revolução digital por qual passa o mercado fez com que o comércio se adaptasse diante da interação homem-máquina, impulsionando o desenvolvimento do comércio eletrônico, hoje realidade na vida do consumidor brasileiro. 

Cada vez mais, o domínio de habilidades tecnológicas (em especial, a gestão digital e as vendas virtuais) é essencial para o bom desenvolvimento do empreendedorismo. Gestores e colaboradores do varejo têm de estar conectados com instrumentos tecnológicos que permitem resultados eficazes nas vendas e também uma gestão inteligente, com uso de softwares e plataformas que permitem uma administração mais eficiente, focada em resultados. 

Neste sentido, a Associação Comercial de São Paulo, sob a gestão do empresário Alfredo Cotait, lançou, no ano de 2020, a Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP), cuja missão é a de qualificar a mão de obra do comércio/varejo paulista, sobretudo diante do comércio digital. Várias empresas do comércio/varejo tornaram-se parceiras oficiais da FAC-SP, permitindo uma qualificação inteligente aos seus colaboradores: Magazine Luiza, Preçolândia, Riachuelo, entre outras.

Além dos 5 cursos de graduação (Administração, Gestão Comercial, Gestão Logística, Gestão de Recursos Humanos e Sistemas para Internet), cuja direção acadêmica compete ao economista Prof. Roberto Macedo, a FAC-SP está lançando 5 cursos de MBA focados no varejo e no empreendedorismo: Negócios e Marketing Digital; Logística Empresarial Estratégica; Gestão Financeira e Controladoria; Gestão Estratégica de Pessoas e Liderança e Gestão Estratégica de Negócios.

Em agosto de 2020, a FAC-SP, também com o apoio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), montou seu Portal da Empregabilidade, conectando seus alunos ao universo de 200 mil empresas e empreendedores que integram a rede das Associações Comerciais do Estado de São Paulo.

Trata-se de um projeto que alia a tradição centenária da ACSP (que, por seus 126 anos de história, conhece as demandas da iniciativa privada) com um time de profissionais da FAC-SP altamente conectado aos desafios do mercado atual, que requer do profissional habilidades técnicas e comportamentais desenvolvidas em sala de aula.


FONTE: Diário do Comércio